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  • Centro Gemológico da Bahia

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  • 09/11/2018 11:30

    Um mercado de ouro

    Pequenos empreendedores baianos abrem espaços no tradicional ofício de fabricação e conserto de peças valiosas

    É muito comum ouvir dizer que o País, e particularmente a Bahia, é rico em minerais, pedras preciosas e afins, mas pouco se fala ou se sabe sobre quem trabalha, por exemplo, fabricando joias - entre outros adereços e ornamentos. Aqui no estado, terceiro maior produtor de gemas e metais raros, o setor gera 15 mil empregos diretos e vem criando outras tantas oportunidades para quem deseja empreender.

    Segundo especialistas, o primeiro passo para quem quer ingressar nessa área é se informar sobre a arte de ourivesaria e o trabalho de ourives. Saber onde é possível fazer um curso, pesquisar, estudar. Os salários variam de R$ 2.700 a R$ 6 mil, e o investimento em uma "bancada" ou empresa, como explica a coordenadora de mineração da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Ana Cristina Magalhães - não chega a R$ 50 mil.

    Ana conta que, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), o Centro Gemológico da Bahia (CGB), no Centro Histórico de Salvador, oferece aulas de capacitação em joalheria e lapidação, nos formatos básico, intermediário e avançado, a um custo médio de R$ 300. Aproximadamente 85% dos profissionais formados lá atuam na em fábricas de joias, ourivesarias ou ateliês próprios.

    "O treinamento é aberto à comunidade. Com formação em joalheria básica, o profissional já realiza consertos em peças. Com o intermediário, produz determinado tipo de joia. É uma oportunidade para quem pensa em empreender, mas as joalherias também contratam. A maioria se insere no mercado", diz.

    Produção ou design

    O professor de inglês, alemão e filosofia Marcelo Maron, 35, morava na Alemanha quando um amigo o despertou para o potencial do Brasil e a variedade de gemas aqui existentes. Com "múltiplos interesses" e de volta ao País, Maron conta que procurou o CGB em 2017 e se matriculou em um treinamento, inicialmente, para aprender a identificar as pedras. Em seguida, deu início ao curso de joalheria e diz ter ficado fascinado com o processo de fabricação. Este ano, Maron se tornou professor também nos cursos do CGB.

    "O Brasil é rico em todo tipo de gema e metal precioso, a Bahia, em especial, esmeralda, ametista, quartzo e topázio. O público no curso varia entre designers de moda, gente que quer desenhar joia, ou ligada a artesanato. O mercado tem muito a crescer ainda, ele é ligado ao turismo também", afirma Maron.

    Negócio próprio

    Janinna Lima fez faculdade de design de moda, mas alguma coisa sempre lhe disse que seria designer de joia. Tanto que, no trabalho de conclusão do curso (TCC), ela foi a única a tratar de "acessórios".

    Depois de estudar sobre o assunto em uma das melhores instituições de São Paulo e passar pelos cursos de joalheria e gemologia do CGB, Janinna criou a Nina Lima Design. Em um ateliê na Pituba, ela e mais um funcionário (ourives) criam coleções e trabalhos personalizados e atendem clientes, entre outros parceiros. "Aposto no crescimento do design de joia e na participação feminina no setor. Hoje já há faculdade, cursos. Tem mais mulheres também [na área]".

    O hoje ourives, empresário e dono do Ateliê das Joias em Camaçari, Flaviwus Silva, 35, também já foi aluno e professor no CGB. É um especialista, aficionado pelo negócio desde pequeno, quando saía para garimpar cristais com tio.

    Aos 16, fez o curso de lapidação de pedras no CGB, estudou três módulos e seguiu como monitor. Depois, foi joalheria - encantou-se mais ainda. Veio o convite de uma grande joalheria, onde, com mais 12 ourives, fabricava joias artesanais. Abriu um escolinha profissional na Barra; deu aulas até fundar o ateliê onde fabrica alianças e anéis de formatura, entre outras joias, realiza consertos, presta atendimento a joalherias, lojistas e o consumidor final.

    "Diante das dificuldades econômicas, do comércio, nós estamos respirando. Graças. Já vi muita coisa dando certo, outras tantas dando errado. Para quem está começando, eu sugiro estudar bastante, procurar boas parcerias, profissionais experientes, e não fantasiar. Costuma-se dizer que esta é uma arte de dez técnicas e um milhão de truques".

    "Sempre por detrás das peças existe um profissional trabalhando. Pedras podem ter um custo baixo, mas as pessoas continuam preferindo pagar muito mais por um produto pronto na vitrine. Você pode ter um ourives de sua confiança e pedir para ele fabricar". Leia mais ››

  • 09/11/2018 11:30

    Bahia consolida alto potencial para exploração de diamantes

    O estado baiano foi o primeiro sítio do país a ter uma exploração industrial da pedra preciosa

    O potencial da Bahia para a exploração de diamantes foi um dos assuntos discutidos durante o VII Simpósio Brasileiro de Geologia do Diamante, realizado em Salvador, desde o último domingo (4). No município de Nordestina, na região do semiárido, fica localizada a Mina Braúna, primeira mina de diamantes em fonte primária da América Latina e a maior produtora de diamantes brutos do Brasil.


    O gerente de empreendimentos minerais e gestão ambiental da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Adalberto Ribeiro, lembra que o estado baiano foi o primeiro sítio do país a ter uma exploração industrial da pedra preciosa.

    “O diamante tem uma importância muito significativa para a Bahia desde o ponto de vista histórico com a produção de diamantes por ter deixado uma herança cultural muito forte na Chapada Diamantina sobre isso. Temos campos de alto potencial de diamantífero e isso desperta o interessa de muitos investidores para se instalarem na Bahia”, afirma Ribeiro.

    O gerente acrescenta que a Bahia ocupa posição de protagonismo no que se refere a pesquisa e desenvolvimento dos campos de diamantes. “Nós temos um potencial significativo e esse evento traz todos aqueles que estão envolvidos na exploração de diamantes nacional e internacionalmente para a Bahia. O estado passa a ser alvo de investimentos no setor de mineração”, explica.

    Pesquisa

    Em operação desde 2016, a produção anual média da mina Braúna é de 250 mil quilates de diamantes, que são comercializados no mercado externo. O vice-presidente da Lipari Mineração, empresa responsável pela exploração da mina, Christian Schobbenhaus, comenta o trabalho que vem sendo realizado no estado.

    “Com essa mina, haverá uma retomada dos investimentos de pesquisa de diamantes no Brasil. O potencial para a Bahia é grande e estamos fazendo pesquisa para mina subterrânea. A nossa avaliação é de que temos viabilidade para novos investimentos que podem ser realizados no estado”, revela Schobbenhaus.

    Cadeia de exploração

    O VII Simpósio Brasileiro de Geologia do Diamante começou no último domingo (4) e se encerra nesta quarta-feira (7). O evento reúne investidores, pesquisadores brasileiros e internacionais com o objetivo de fortalecer a cadeia de exploração e atrair novos negócios para o setor de exploração de diamantes no Brasil.

    “Nesse evento, trouxemos fornecedores mundiais de equipamentos, de serviços e ciência para replicar o que aconteceu na Bahia, especialmente em Nordestina, para outros projetos. É um encontro para trazer o Brasil de novo para o mapa mundial dos produtores de ponta de diamantes", destacou José Ricardo Pisani, membro da comissão organizadora do evento.

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